Vaidade Madura


 


Que me importa, se...
envelhecem os arredores da minha face.
Vive em mim um bosque florido..., cheio de encantos.

Que me importa, se...
meus olhos não enxergam o colorido das vitrines.
Vê por mim a poesia dançante da lua,
inebriando de sonhos a minha noite nua,
fazendo-se menina para o meu amanhecer.

Que me importa, se...
a vida fechou-me algumas estradas;
ainda grita em mim a voz do desafio,
salientando-se de vaidade madura,
desviando-me por caminhos de candura.


Ilka Vieira


 

 
 
 
 

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