Eu tenho saudade de ti,
mas muito pouco sinto saudade de mim.
Já não procuro meus rastros
pelas areias macias...
Sei que descaminhei!
Eu penso em ti,
mas há muito não penso em mim.
Mal avisto as tristes metas
que me foram traçadas
e, por falta de opção,
cumpro-as sem ilustração.
Eu rezo por ti,
mas não rezo por mim.
Se Deus fizesse questão da minha fé
não teria substituído a minha mais rica alegria
por uma vida de apatia.
Eu te vejo,
mas escondo-me de ti.
Não tenho brilho nos olhos
e meu choro fechará o teu sorriso,
incentivará o teu silêncio
até que desistas de mim,
até que deixes de regar
o que resta do meu jardim.
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