Vai chegando a madrugada,
expondo seus mistérios...
Vem do mar, agoniada,
traz a lua e faz o seu império!
Poderosa, fecha os olhos do mundo...
Acalma mágoas que o dia produziu...
Acompanha o extravio do vagabundo...
Traz em pesadelos culpas de quem mentiu.
Entra reacendendo a chama...
... retrocedendo decisões precipitadas
de quem interroga se ainda ama,
ou carece de uma boa noitada.
Faz-se cruel em marcha lenta
nos minutos de quem nela trabalha.
Apaga a importante ementa
da mente de quem batalha.
Oh madrugada ambivalente!
Beija as mãos de quem te procura...
Esculpe os sonhos mais urgentes
de uma humanidade desistente.
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