Deitei-me sobre o
teu corpo
belo e morno,
conduzida pela máquina do prazer.
Mas o mesmo corpo que mata a minha fome
não toca meu coração ao amanhecer...
Um corpo sem cabeça...
uma cabeça sem império...
um império sem riquezas...
riquezas sem luar...
No teu corpo o amor não reside,
apenas se hospeda.
No entanto,
ainda que pernoitante,
volto sempre a criticar.
Quando saio,
lavo o rosto,
como se pudesse esquecer que te vi.
Quando não constar qualquer
observação
sobre a autoria das imagens base
usadas nesse site,
considere-se que foram capturadas na
Internet,
sendo portanto de uso sem restrições.