Ah, vida... minha vida...
Construí um cenário e não saí do camarim...
Entrei sem saber, pela porta da saída...
Achei que brotava quando já era o fim...
Ah, vida... minha vida pequena...
Dei laços com fitas falsas de cetim...
Lutei como idiota sozinha na arena...
Voei como pássaro bobo em torno de mim...
Ah, vida... vida negligente...
Fiz dos abraços mais calorosos
despedidas mais deprimentes...
Ah, tempo... meu tempo perdido...
Tropecei, levantei e não vi o “adiante”;
segui ferida, esbarrei na morte,
confundindo-a com a vida emocionante.
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