Dança, sorriso, aos meus olhos,
empalidece minhas forças...
Rendo-me e quase desmaio...
Imprimo-te com cópias,
em cores e tamanhos.
E és jogado ao vento,
ao próximo,
como um desperdício...
É que não sabem
o que me custa para obter-te!
Dilacero meus caprichos,
cubro qualquer oferta e resgate,
mas ainda que inatingível
ao meu toque,
faço-te hóspede dos meus desejos.
Quando amanhece, dás-me luz ao despertar,
brincas como criança,
negocias e sabes comandar.
Quando anoitece, transformas-te
em borboleta multicolorida,
dançando sobre o meu ventre,
convidando-me a beijar...
Tua dança giratória,
ousada e faminta
em torno dos meus lábios,
arrasta-me frágil e me entrega,
como caça rara, às tuas presas...
|