DESAPONTAMENTOS
Ilka Vieira



Perdi o ponto
enquanto dançava
desapontei a alma embriagada
empobreci o corpo fragilizado
cruzei os pés 
confiando em pontas enrijecidas,
mas as sobras apontaram-me
o pontilhado da despedida
 

  

 
 
No Ritmo de Uma Dança 
Luiz Poeta 
Luiz Gilberto de Barros
 
 
 
Tu te embalavas tão mansa
Na dança... eu te conduzia
Nos braços... como criança
Riscando o chão de poesia...
 
E quando a valsa fluía,
O teu olhar me fitava
E a nossa dor se escondia
Enquanto eu te namorava.
 
No doce magnetismo
Que havia no teu olhar
Havia mais que um abismo
Me convidando a voar.
 
E quando... inevitável...
A dança chegou ao fim,
O teu amor improvável
Perdeu-se dentro... de mim.
 

Visitem Luiz Poeta

 

www.luizpoeta.com

 
 
  
 
A Última Dança... 
Tonho França
 
 
 
Valsávamos inocentes, salões sem fim
a noite guardava em seus olhos todas as estrelas
e eu poeta, em festa, colhia-as para mim
flutuava em teus passos, achava ser infinito.
 como se infinito pudesse ser enfim a valsa da vida,
rodávamos, e a beleza então distraída,
não percebeu minha alma perdida
os acordes do meu coração, a melodia finda
você perde-se em meio ao salão,
os sonhos vão,os sonhos em vão...
Não percebem o poeta só
versos de lágrimas, valsas de lágrimas,
ultima dança, terna lembrança, eterno salão.
 
 
 
 
 
 
 
arte e formatação-denise moura

 

 

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