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DESAPONTAMENTOS Perdi o ponto
enquanto dançava
desapontei a alma embriagada
empobreci o corpo fragilizado
cruzei os pés
confiando em pontas enrijecidas,
mas as sobras apontaram-me
o pontilhado da despedida
No Ritmo de Uma Dança
Luiz Poeta
Luiz Gilberto de
Barros
Tu te embalavas tão mansa
Na dança... eu te
conduzia
Nos braços... como
criança
Riscando o chão de
poesia...
E quando a valsa fluía,
O teu olhar me fitava
E a nossa dor se escondia
Enquanto eu te namorava.
No doce magnetismo
Que havia no teu olhar
Havia mais que um abismo
Me convidando a voar.
E quando... inevitável...
A dança chegou ao fim,
O teu amor improvável
Perdeu-se dentro... de
mim.
A Última Dança...
Tonho França
Valsávamos inocentes,
salões sem fim
a noite guardava em seus
olhos todas as estrelas
e eu poeta, em festa,
colhia-as para mim
flutuava em teus passos,
achava ser infinito.
como se infinito pudesse ser
enfim a valsa da vida,
rodávamos, e a beleza então
distraída,
não percebeu minha alma
perdida
os acordes do meu coração, a
melodia finda
você perde-se em meio ao
salão,
os sonhos vão,os sonhos em
vão...
Não percebem o poeta só
versos de lágrimas, valsas de
lágrimas,
ultima dança, terna lembrança,
eterno salão.
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