Coloquei no mar meu barquinho azul
da cor do céu e alegre como as flores.
Ensinei-o como chegar ao sul,
levando meu coração cheio de amores.
Depois de tantos dias navegando,
meu barquinho enviou-me uma carta preocupante;
pediu-me que fosse ao seu encontro, nadando
e lembrou-me que ele não era um barquinho navegante.
Encostei-me na janela conversando com as flores;
perguntei-lhes se eu havia abandonado meu barquinho
causando-lhe amarguras... dores...
As flores não responderam, mas choraram bem baixinho...
De repente, me senti acordando...
Fui procurar o meu barquinho no tonel...
Lá estava ele... naufragando...
Meu lindo barquinho de papel!...
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