Sob o céu dos nossos desejos,
passeiam preces, quereres...
Cantos arquejantes,
de vozes que soam,
em cada canto das cidades,
envolvidas pelos instantes,
onde nossos conheceres,
misturam-se aos nossos dizeres,
e os pensares fazem-se nus...
Podemos escolher nossos caminhos,
traçar nossos destinos,
lobrigar nossos desejos,
derrotar os desatinos.
Sob o céu de nossos carinhos,
o mar...
Nossas naus.
Nosso navegar.
Sob o céu de nossos desejos,
o dar-se...
Integral, total.
O adejar por claros remansos,
o poder de voar.
Sob o céu que traçamos,
dançamos,
nos entregamos,
e tanto nos amamos,
que ele faz-se doce feito mel,
a cada regalo.
Pois que somos,
o que se escreveu,
e se perpetuou,
nos alfarrábios de mil anos atrás.
Sob nosso céu,
agora nos materializamos.
Nos mostramos,
plasmando do puro amor,
sorvendo vida do néctar,
feito pólen da flor,
que alimenta o cintilante colibri.
Somos o descobrir,
que nos faz livres, abstersos,
como o puro verso,
que queima,
suaviza, agita,
tornando-nos uma vertente
eterna de regalos.
Uma encantada poesia infinita.
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Josemir Tadeu
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