Se de ciúmes
encheu-se o teu ser,
foi preciso que o amor fosse presente...
Não te permitas, homem, tanto sofrer,
que o amar é bem mais onipotente!
A raiva que tu sentes, não é tua,
é deste ser horrendo e invasor...
Pareces mais um lobisomem à rua,
gritas blasfêmias pelo mal de amor!...
Contra tal monstro, teu poder o doma...
Não com desafios, vinganças tontas...
Ao poderio, inteligência soma;
com perspicácia, logo tu o montas...
Já lhe baixa a ira e te afaga o monstro,
vai-se a agressão, surge a complacência...
Vê em mim razão no que te demonstro...
Em toda emoção, há arte e ciência!...
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