Depois da dura labuta,
o corpo almeja o descanso,
o ser procura o remanso,
quer o coração embalar.
Deito-me nos braços dos sonhos.
Enrosco-me nos desejos risonhos.
No peito do meu belo amado,
aconchego-me e fico a descansar.
Nos braços e na boca dos beijos
dilui-se meu tépido cansaço;
no seu corpo macio me afago
e deixo-me inebriar.
Apago as horas e esqueço
que um dia vou acordar!
Solto lamentos e sussurros
para que a alma possa,
com as doçuras do amor, brincar!
Sinto-me uma pávida donzela
que o príncipe acaba de encontrar!
Como nos contos de fadas,
fico a sorrir e a sonhar,
e de felicidade a cantar!
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