"Não sei de um
baile a que ele um dia me levasse,
de amor por mim não sinto nele qualquer chama...
nunca, que eu lembre, disse ao menos que me ama,
nem no intercurso de um sensual e estreito enlace!".
"Dos meus problemas, do meu pranto, do meu drama,
não me recordo alguma vez me perguntasse...
nunca houve um dia que sequer me convidasse
a ir ver um filme, a algum jantar... qualquer programa".
Quando tal dizes, pondo em mim teus olhos ternos,
só vejo nele o culto à carne, e nunca anseios
iguais aos meus, que, virginais, jurei-te eternos!
Mas, eis, no entanto, o que nos dás, sem mais rodeios:
a mim o gelo dos mais ríspidos invernos,
a ele o sol de primavera dos teus seios!
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