Quando falo ao
vento, o eco não responde...
As palavras voam como passarinhos
Soltos pelo céu - não se sabe onde
Palavras perdidas fazem novos ninhos.
Para não perdê-las, eu falo baixinho,
Mas quem as escuta é meu coração
Que está tão carente de tanto carinho,
Eu falo sozinho... palavras em vão.
Para que os olhos possam escutá-las,
Então as escrevo manuscritamente
Mas hesito em lê-las alto, ou recitá-las
Quando quem as ouve está de todo ausente.
O meu coração, então, me surpreende
E pulsa descontente, batendo em meu peito,
Que nem a razão não mais o compreende,
Razão não entende amor insatisfeito...
Para que ninguém me ouça soluçar,
Lacro as palavras silenciosamente
Mas falo tão alto quando o meu olhar
Grita que te ama apaixonadamente.
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