É nesta viagem que
meus olhos se fecham
E apreciam a mais linda paisagem.
Minha boca embarca
sem ao menos preocupar-se com a bagagem.
Cada recanto compõe-se de sabores diferentes
e desfruto das quatro estações do ano
na plena certeza de que não estou sonhando.
Minha boca envaidece-se como no colorido da primavera...
Despe-se para morrer de amor no calor do teu verão...
Movimenta-se com a poesia do teu outono...
Sacia a sede com as chuvas do teu inverno...
Quando regresso, não ouso divulgar esse achado
que faz de mim uma eterna perdida.
Beij...imaginando-te
Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros
Nossas línguas
misturam palavras de amor nas nossas bocas...
Beijo tua boca, imaginando a minha,
Numa ansiedade ternamente louca;
Bocas sem palavras nunca estão sozinhas...
Nossos frenesis sutis e apaixonados
Fazem nosso corpo inteiro estremecer
E é nos nossos beijos mais inebriados
Que o amor repousa... dentro do prazer.
Longe do teu corpo, fecho os olhos, calo,
Toco tua boca afetuosamente,
Falo sem palavras... beijo quando falo,
Quanto mais te falo, o beijo é mais ardente.
Mas sempre desperto desses devaneios.
E tu és só forma abstrata e nua...
Onde estão teus olhos? ... teu corpo? ... teus seios ?
Beijo a minha boca imaginando a tua.
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