Olhos da Alma

 

I

Cegos na conveniência,
justificam displicência.
Pegam a estrada do nada
se encostando em porta fechada...
olhando o que está à frente
desprezam a busca do diferente.

III

Vêem o sonho com a cabeça,
começam o dia antes que amanheça,
enxergam alto e adiante,
arrebentam o barbante,
passam a frente dos que dormem,
esvaziam o copo antes que entornem.

V

Dignificam a pobreza,
lacrimejam em correnteza,
abandonam alicerces,
atiram-se no escuro,
caem mortos atrás dos muros
e são doados à outros coitados.


Ilka Vieira




II

Olhos cegos, contraponho,
mais que na conveniência
podem ser por conivência,
arbitragem, viagem,
no descompasso de um sonho.


IV

Olhos secos sem ternura,
sem brilho, sem aventura,
temperos que amortecem
o peso dos que padecem
do mal de ter o real
como única visão.

VI

Olhos vivos, reluzentes,
visionários do amor,
sem correntes ou amarras,
sem tropeços no ceder.

Olhos vivos, reluzentes,
quem não os quer receber...


Wana Antony

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