Gritos da Alma

 


I



Gritos em cadência,
relevante acontecência.
Gritos soltos, sonoros, abertos,
ficam surdos, agudos, mudos,
saem loucos, sujos, tortos...
... se não somos companheiros no viver.

Gritos negros, rubros, alvos,
sejam justos, carentes, perversos,
não se ouvem,
se a sintonia com o universo
não surgir pra definir e acontecer.

Gritem todas, almas desatentas!
Gritos fortes, sem perder os nortes,
contendo vida, renascer e sorte,
que sobressaiam ao poder da morte.


Wana Antony

Envie suas impressões para Wana Antony

wanaantony@yahoo.com.br




II



São gritos temporários,
sinalizando desvio de metas.
São gritos aflitos... incompreendidos,
desprezando a forma de zelar,
sem critérios para amar.

Não se permitem abrandar
a ansiedade ou o impulso.
Saem correndo contra o vento,
por medo de pagar
o preço alto do tempo.

Gritam fortemente as almas,
não por incerteza... desatenção,
mas, por intensa força da razão,
gritam sem garganta
um grito onipotente,
fazendo-se presente.


Ilka Vieira

 

 
 
 
 

      Anterior   

     Próxima
 

Home

Índice



 
 

Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre seu e-mail

AQUI

Gostaria de traduzir
esta página?
Então clique

AQUI



 

 

  Site Editado em  2006
 Copyright
© 2006 - Ilka Vieira
 Todos os direitos reservados.
 Proibida a cópia total ou parcial deste site.
 
 
 Quando não constar qualquer observação
 sobre a autoria das imagens base usadas nesse site,
 considere-se que foram capturadas na Internet,
 sendo portanto de uso sem restrições.
 
 Visualização Padrão 1024x768

Webmaster & Designer: Drica Del Nero

BR MADE TECHNOLOGY
HOSPEDA ESSE SITE