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Reinvade estas águas que
obsecram pela tua moradia...
Vem...
Vem refogar teus temperos
marinhos e embriagadores
ao meu apurado paladar...
Deixa que eu te descubra
entre os mistérios
da minha outra vida
quando eu não marejava,
apenas buscava-te pela minha secura
em maré vazia...
Refaz teu marco no meu fundo
e apossa-se das minhas riquezas.
Contigo não sofro
o estalido da dor,
cedo à tua tímida ternura
lacrando minha correnteza.
E antes mesmo que
venha novamente guardar-me
para o teu sonho mais lindo,
abro-me para o teu repouso
nos alicerces da
nossa realidade:
Tornei-me um oceano aberto,
mas só tu cabes em mim...
Mar-Amor
Eugénio de Sá
Especial convite que não sei negar
Imergir nessas águas de gostos de doçura
E envolver-me em esmeros de ternura
Embriagado de cheiros e de mar
Qual doce marinada que é bom desfrutar
Como se d’outro tempo eu fosse surgido
Procuras nas marés dos teus sentidos
Razão para o desejo que em ti sentes brotar
E eu pobre de mim barco desfeito
Por querer esse oceano navegar
Corro a reconstruir-me por de ti lembrar
As promessas que guardo no meu peito
Como memórias vivas em teu preito
Visitem Eugénio de Sá
www.poemar.com/EugenioDeSa.htm
www.olga.kapatti.nom.br/avpb/81_eugeniodesa_academico.html |